Sergipe é o sexto estado do Brasil com menor taxa de homicídios contra mulheres a cada 100 mil pessoas do sexo feminino. Os dados são do Atlas da Violência no Brasil 2020, que se referem a 2018. A média é de 3,4 mulheres mortas a cada 100 mil, abaixo da média brasileira de 4,3, e o segundo melhor estado do Nordeste no quesito. Entre 2017 e 2018, a queda foi de 48,8%, de 6,6 para 3,4.
O número reflete uma queda geral no país. Segundo o Atlas, entre 2017 e 2018, 4.519 mulheres foram assassinadas no Brasil, o que representa uma taxa de 4,3 homicídios para cada 100 mil habitantes do sexo feminino. É uma diminuição de 9,3% entre os dois anos. Porém, os números ainda são preocupantes: uma mulher é assassinada a cada duas horas no país.
Entre os estados do Nordeste, Sergipe tem a segunda menor média. Apenas o Piauí, com 3,1 mortes a cada 100 mil mulheres, está melhor. Do outro lado, o Ceará é o pior estado neste quesito na região e o segundo pior do país, com 10,2 mulheres mortas a cada 100 mil do sexo feminino (apenas Roraima matou mais entre 2017 e 2018). No caso cearense, entre 2008 e 2018, os homicídios aumentaram em 278,6%.
Mulheres negras
Um número que preocupa, porém, é em relação ao recorte de raça. Dentro das taxas de mulheres vítimas por homicídio em Sergipe, 85% delas são negras, e 15% não negras. Apesar disso, é o segundo estado com menor proporção de mortes para mulheres negras no Nordeste (atrás apenas de Pernambuco), o que escancara o problema do racismo envolvido nestes homicídios.
Entre 2017 e 2018, a queda de mortes de mulheres negras no Brasil foi de 7,2%, contra 12,3% entre as não negras. Já entre 2008 e 2018, a taxa de homicídios de mulheres negras aumentou 12,4%. Neste período de dez anos, em Sergipe, o número de mulheres negras mortas aumentou 61,9% (de 21 para 34), e a taxa a cada 100 mil saltou 15,5%.
O Atlas não traz informações específicas por estados para violência contra a mulher nas residências. Mas nos dados nacionais, entre 2013 e 2018, enquanto a taxa de homicídio de mulheres fora de casa diminuiu 11,5%, as mortes dentro de casa aumentaram 8,3%. Neste mesmo período, houve um aumento de 25% nos homicídios por arma de fogo dentro das residências.
Fonte:Ajunews


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