Informações do Post - - Assomise - - 5 de agosto de 2021 | - 7:35 - - Home » » » » - - Sem Comentários

Operação Polícia Unida

Operação Polícia Unida

Movimento delibera ações em prol do adicional de periculosidade

Na tarde desta quinta-feira (05) o “Movimento Polícia Unida” realizou a segunda assembleia geral, na sede da Associação dos Oficiais Militares de Sergipe (Assomise). O evento marcou o início da fase de ações mais contundentes dos profissionais das Forças de Segurança e Salvamento, em prol do adicional de periculosidade.

Um documento contendo treze medidas a serem implementadas pelos agentes das categorias envolvidas (Polícia Militar, Polícia Civil e Bombeiro Militar) foi compartilhado com a tropa e deverá entrar em vigor a partir dessa sexta-feira (06), às 18h, impactando a execução da segurança pública em todo o Estado.

Pela manhã os presidentes das entidades, que compõe o Movimento Polícia Unida, foram recebidos pelo secretário de Estado da Administração, George Trindade, no entanto, o governo não apontou prazos para a implementação do adicional de periculosidade, nem para dialogar diretamente com os servidores.

“Foi uma reunião protocolar. O governo conhece a nossa proposta, há um ano. Esperávamos uma contraproposta quanto ao percentual ou quanto a forna de implementação, o que não ocorreu. Por esse motivo é tão importante irmos à luta, para encurtar essa negociação”, diz Adriano Bandeira, presidente do Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol).

“Já temos um ano tentando ser recebidos pelo governador para dialogar. Fomos recebidos secretário George, um gentleman, mas não tem poder nenhum de decisão e não nos trouxe qualquer resposta concreta. Não iremos esperar mais um ano para que o governador tome uma atitude. A os servidores públicos vinculados a SSP estão alinhados e empenhados na obtenção do adicional de periculosidade, que é um direito garantido pela Constituição e vai avançar, pelas ações que foram deliberadas nessa assembleia, até o êxito”, diz o Coronel Adriano Reis, presidente da Assomise.

“Hoje o movimento vira a chave. Nós estamos num novo momento e numa nova etapa. Foi aprovada a Operação Polícia Unida, que muda o paradigma do atendimento policial do estado de Sergipe, para ver se o Governo nos enxerga com o respeito e a seriedade que precisamos, ofertando uma proposta concreta com relação ao adicional de periculosidade”, diz o delegado Isaque Cangussu, presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol/SE).

Operação Polícia Unida

Os agentes das Forças de Segurança e Salvamento resolvem adotar as seguintes atitudes, a partir desta sexta-feira (06):

1) Fiscalizar, de acordo com as regras de trânsito, os veículos administrativos do Estado;

2) Realizar abordagens, somente em casos de fundada suspeita, como manda a legislação processual penal;

3) Em dias anunciados com 24h de antecedência, realizar operação tolerância zero, conduzindo quaisquer infrações penais, inclusive as de menor potencial ofensivo, à Delegacia de Polícia competente;

4) Preencher R.O. com absoluta fidedignidade;

5) Não utilizar equipamentos particulares para suprir ausência de recursos para o desempenho das atividades, a exemplo de celulares pessoais para realização de pesquisas e fotografias;

6) Obedecer rigorosamente às regras de trânsito, na condução das viaturas, especialmente, não excedendo o limite de velocidade;

7) Denunciar irregularidades dos prédios da segurança pública ao Corpo de Bombeiros Militar e demais órgãos de fiscalização;

8) Não procurar suprir por meios alternativos a falta de combustível do Estado ou qualquer outra carência;

9) Não permanecer em grupos de trabalho no WhatsApp e congêneres com seus números ou celulares pessoais;

10) Realizar oitivas somente quando presentes, o Delegado de Polícia e o Escrivão ou o Agente que atue no cartório;

11) Registrar o boletim de ocorrência no PPE com o máximo possível de informações, procurando preencher todos os campos disponíveis no sistema;

12) Receber as novas ocorrências da Polícia Militar e de outras forças policiais apenas quando concluída a ocorrência em andamento, realizando um procedimento por vez;

13) Solicitar ao Delegado de Polícia que informe a tipificação no ato de registro de cada ocorrência.

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