Informações do Post - - Diego Barboza - - 15 de junho de 2020 | - 8:26 - - Home » - - Sem Comentários

O avanço silenciosos das escolas cívico-militares na rede particular de ensino

O Brasil tem assistido a um aumento no número de escolas cívico-militares não apenas no ensino público.

Há também um avanço de colégios particulares de inspiração militar, administrados por ex-policiais, agentes da reserva do Exército ou mesmo por gestores que veem no avanço do conservadorismo no país e na “busca dos pais por mais disciplina” uma oportunidade de negócio.

A reportagem identificou mais de uma dezena de unidades particulares distribuídas entre Ceará, Brasília e Paraná.

Assim como tem acontecido em escolas por todo o país, por conta da pandemia as aulas presenciais foram interrompidas e o modelo de ensino, adaptado para lidar com a necessidade do isolamento social.

No Paraná, uma associação de policiais militares lançou um colégio particular há dois anos e, atualmente, já conta com outros seis espalhados pelo Estado.

No Ceará, sócios de uma universidade lançaram a proposta em 2020 com o intuito de atrair pais interessados em uma educação “mais rígida”.

Já a capital federal assistiu em 2019 ao surgimento e desmobilização de uma rede de escolas de “ensino militarizado”, que vendeu parte das unidades e fechou outras após passar por uma série de problemas financeiros.

O termo “cívico-militar”, no caso das escolas particulares, não é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) ou pelo Exército, restringindo-se às escolas públicas no âmbito do programa lançado pelo governo federal em 2019. A gestão Jair Bolsonaro tem apostado no aumento de unidades públicas que utilizam o modelo, prometendo 216 delas em 26 Estados nos próximos anos.

Só no ano passado, de acordo com os dados disponíveis no site do programa, foram instaladas 54 em 23 Estados e no Distrito Federal.

Assim como as públicas, as escolas particulares que aderiram ao modelo militar costumam impor regras rígidas de conduta a seus estudantes, como corte de cabelo padrão, uso de uniforme similar ao da PM e obrigatoriedade de cantar o hino nacional todos os dias.

Fonte:G1

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